Quando pensei em fazer um blog, a ideia foi várias vezes cogitada, mas não ia pra frente. Achava que daria trabalho demais, que eu iria abandoná-lo, que o pobrezinho do blog se tornaria um recém-nascido esquecido. Não sabia ao certo o que falar, e os blogs costumam ter um assunto estabelecido, se fala de moda ou política, de economia ou astrologia, e ir separando tudo tão bonitinho, me deixava entediada. Decidir um assunto e falar dele para todo o sempre? Gente, isso é um blog e não um “sim” para o padre num casamento, com “até que a morte nos separe”. Eu queria falar de vários assuntos, não me abster a só um. E isso, na maioria das vezes brecava a minha vontade de criar um blog. Até que hoje, deixei de lado os pensamentos desanimadores, e decidi, vou fazer um blog e vou falar do que eu quiser, pronto! Decidi, vou criar. Mas e o nome? Complicado escolher um nome, afinal ele ter que fazer certa analogia ou que eu pretendo escrever no blog. Mas quem disse isso? De onde essa ideia saiu? Porque tem que fazer sentido?
Pensando nisso, percebi como temos “moldes” na cabeça, coisas pré-determinadas, pré-estabelecidas. Conceitos que nos são empurrados goela abaixo. Como de repente várias pessoas começam a usar as mesmas roupas, falar os mesmos bordões do programa zorra total (que deveria se chamar sem graça total), desejar o mesmo carro? Como isso acontece? Somos conduzidos a um lugar comum, onde todos somos iguais, mas não, infelizmente, não é igualdade social, racial ou étnica, é igualdade de comportamentos, de desejos, onde compramos, consumimos e queremos cada vez mais. Sem nem pararmos e pensarmos se é isso o que realmente almejamos.
Devemos parar e pensar, qual é a minha amarra invisível? Não tenho? Pode crer que sim. Analisar qual é o meu papel na sociedade, se é ser apenas mais um boi que corre junto da boiada, sem nem saber para onde vai, ou começar a questionar, pensar. Não ser apenas mais um, que só usa o cérebro pra jogar paciência.

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